top of page

Cavalgadas, parte da cultura dos Lençóis Maranhenses

Ao longo da história, o cavalo tem sido um parceiro fundamental do homem em diversas atividades, desde o transporte até o trabalho no campo. A relação entre homem e cavalo se desenvolveu ao longo dos tempos e se tornou um elemento essencial da cultura equestre. No Brasil, o cavalo chegou com a colonização e teve uma influência significativa na cultura nordestina. Neste artigo, vamos explorar a história do cavalo e sua importância na cultura equestre brasileira, com destaque para a parceria do homem com o cavalo nos Lençóis Maranhenses



1 - O cavalo no Nordeste brasileiro

  • Breve histórico do papel do cavalo na cultura equestre nordestina

  • Destaque para o uso do cavalo por povos nômades na região

  • Relação entre a cultura do cavalo e a identidade nordestina

2 - O cavalo nos Lençóis Maranhenses

  • Descrição da região dos Lençóis Maranhenses e seus desafios geográficos

  • Uso do cavalo como parceiro na exploração dos Lençóis Maranhenses

  • Destaque para a participação dos cavalos no filme "Casa de Areia", com Fernanda Montenegro e Seu Jorge

3 - O turismo equestre como fator de preservação da cultura

  • Explicação do conceito de turismo equestre

  • Importância do turismo equestre na preservação da cultura

  • Benefícios do turismo equestre para a economia local e a preservação do meio ambiente

1 O cavalo sempre teve um papel fundamental na cultura equestre nordestina. Desde os tempos da colonização, quando foi utilizado para o transporte de pessoas e mercadorias, o cavalo se tornou um elemento importante na identidade regional. Durante a seca dos anos 20, muitos cearenses migraram para outras regiões do país, e muitos deles levaram consigo seus cavalos. Alguns desses migrantes acabaram se estabelecendo na região dos Lençóis Maranhenses, onde o uso do cavalo se tornou ainda mais essencial para a locomoção em meio às dunas.

Além dos migrantes, muitos povos nômades da região nordeste utilizavam o cavalo como meio de transporte e trabalho no campo. Os cangaceiros, por exemplo, eram conhecidos por sua habilidade no uso de cavalos em suas incursões pelo sertão. Já as explorações militares na região também contaram com o uso de cavalos, tanto para o transporte de tropas como para o desbravamento de novos territórios.

A cultura do cavalo se tornou então parte integrante da identidade nordestina, e isso se reflete em diversas manifestações culturais da região, como a vaquejada, um esporte típico que envolve a habilidade do cavaleiro em derrubar um boi em alta velocidade. Além disso, ainda existem os tropeiros, que transportam mercadorias em lombo de burros e cavalos, e o trabalho de campo que ainda utiliza cavalos como meio de transporte e tração.

Essas tradições são mantidas até hoje, e a cultura do cavalo continua a ser valorizada e celebrada na região nordeste do Brasil.


Luan Estilizado - Vida de Vaqueiro No vídeo "Vida de Vaqueiro" de Luan Estilizado, a letra da música descreve a rotina de um vaqueiro no sertão nordestino. Desde o nascer do sol até o final do dia, o protagonista da canção descreve suas atividades diárias, que incluem montar a cavalo, cuidar do gado e aproveitar as festas de São João e outros eventos culturais da região. A música celebra a paixão do vaqueiro pelo forró, vaquejada e pelas mulheres, elementos importantes da cultura equestre do Nordeste brasileiro. A letra também destaca a beleza da paisagem do sertão e a importância do segredo guardado no coração das pessoas. A música é uma homenagem à cultura do cavalo e dos vaqueiros, elementos fundamentais da identidade nordestina.


2 Os Lençóis Maranhenses são uma região única no Brasil, caracterizada por suas dunas de areia branca e lagoas cristalinas. Apesar da beleza natural, a região apresenta grandes desafios geográficos, como a falta de água potável numa parte do ano e as grandes distâncias entre as comunidades.

Nesse contexto, o cavalo se tornou um importante parceiro na exploração dos Lençóis Maranhenses. Desde as primeiras famílias que se estabeleceram na região, como a família Brito, que tinha grandes criações de cabras e utilizava cavalos para todo o trabalho de rebanho, até os tropeiros que atravessavam as dunas levando mercadorias diversas, desde bananas e farinha ate cachaça e pólvora, o cavalo se mostrou fundamental para o desenvolvimento de vida social da região.

As histórias dessas aventuras ainda podem ser ouvidas pelos netos dos antigos moradores, como o senhor Moacir na Baixa Grande: Ele fala da hostilidade das primeiras famílias em relação às incursões de pessoas de fora, que poderiam prejudicar suas criações de cabras e o modo de vida que tinham na região dos Lençóis Maranhenses. Tambem o senhor Raimundo na Baixa Grande e Neto na Queimada dos Brito, que ainda utilizam cavalos como parceiros para suas tarefas diárias. O uso do cavalo como parceiro na exploração dos Lençóis Maranhenses foi fundamental para essas famílias, já que a região apresenta grandes desafios geográficos, como as dunas de areia que se movem constantemente, formando um verdadeiro labirinto natural. Ainda hoje, é possível ver cavalos sendo usados para transportar pessoas e equipamentos pelos Lençóis, já que era uma das poucas formas de locomoção disponíveis em uma região tão inóspita, até hoje estar ameaçada pelo aumento de veículos motorizados.

Um exemplo disso é o filme "Casa de Areia", com Fernanda Montenegro e Seu Jorge, que retrata a história de duas gerações de mulheres que enfrentam as adversidades dos Lençóis Maranhenses. O filme mostra claramente como o cavalo era fundamental para a sobrevivência e a exploração da região, já que as personagens precisavam usar os animais para transportar água e outros recursos essenciais.

Filme CASA DE AREIA : "Casa de Areia" é um filme brasileiro de 2005, dirigido por Andrucha Waddington. O filme conta a história de uma família de mulheres que vive em uma casa nas dunas dos Lençóis Maranhenses durante várias gerações, desde o início do século XX até os dias atuais. A trama mostra a luta das mulheres para sobreviver em um ambiente hostil e isolado, enfrentando as dificuldades impostas pela natureza e pelas relações familiares conturbadas. O filme tem no elenco Fernanda Montenegro e Seu Jorge, entre outros talentosos atores. "Casa de Areia" recebeu várias premiações e foi indicado ao Oscar de Melhor Fotografia em 2007. Assista no YouTube https://www.youtube.com/watch?v=0L19iwffnQ4&t=1516s


3 Com a preservação da cultura equestre dos Lençóis Maranhenses, o turismo equestre pode ajudar a manter viva a tradição local e promover o desenvolvimento econômico da região. O turismo equestre pode se tornar uma opção de turismo sustentável, uma vez que a região tem características únicas e frágeis, como as dunas de areia branca, lagoas de água doce e salobra, e ecossistemas ricos e diversificados.

Ao optar pelo turismo equestre, os turistas têm a oportunidade de aprender mais sobre a cultura equestre local, incluindo os costumes e as práticas de cuidado e manejo dos cavalos. Essa atividade ajuda a manter viva a tradição e a valorizar a cultura equestre da região.

Além disso, o turismo equestre pode ser uma opção ecologicamente correta, uma vez que as atividades com cavalos geralmente são menos impactantes ao meio ambiente do que outras atividades turísticas. Os cavalos são animais de locomoção silenciosa e não emitem poluentes, o que torna a prática do turismo equestre uma opção sustentável e amiga do meio ambiente.

O turismo equestre também pode contribuir para a preservação da natureza dos Lençóis Maranhenses. As trilhas equestres geralmente são feitas em áreas menos impactadas, evitando o acesso a locais frágeis e sensíveis do ecossistema. Dessa forma, o turismo equestre pode ajudar a manter a biodiversidade e a preservar a fauna e flora local.

Em relação à economia local, o turismo equestre pode ser uma opção importante para o desenvolvimento sustentável da região. O turismo equestre pode gerar empregos diretos e indiretos, além de fomentar a produção e comercialização de artesanato local, alimentos e outros produtos relacionados à cultura equestre.



O turismo equestre nos Lençóis Maranhenses pode ser uma opção ecologicamente correta e amiga do meio ambiente, especialmente quando praticado dentro do conceito de turismo de base comunitária. Essa modalidade de turismo valoriza as comunidades locais, incentivando o desenvolvimento econômico da região de forma sustentável e responsável.

Existem algumas empresas e famílias nativas que oferecem passeios a cavalo nos Lençóis Maranhenses, e uma das agencias que se destaca nessa atividade é a Sempre Atins, que oferece serviços de turismo de qualidade para os visitantes.




Além de ser uma opção de lazer e turismo, o turismo equestre também contribui para a preservação da cultura equestre local, já que as tradições são mantidas e valorizadas pelos moradores da região. O turismo equestre também pode ajudar a preservar a biodiversidade local, já que as atividades com cavalos são menos impactantes para o meio ambiente do que outras formas de turismo.



Em suma, o turismo equestre nos Lençóis Maranhenses pode ser uma forma responsável e sustentável de explorar a região, valorizando a cultura local e contribuindo para o desenvolvimento econômico das comunidades que vivem na área.

9 visualizaciones0 comentarios

Comments


bottom of page